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No requerente: a editora estrangeira, pessoa jurídica com sede fora do Brasil, assina a candidatura. Autor, agente e editora brasileira ficam fora do formulário.
Na obra: o livro precisa ter saído antes em português, e cada edital define os gêneros e formatos aceitos naquela rodada.
Na papelada: contrato de licença com o detentor dos direitos, contrato com o tradutor, plano de publicação e catálogo da editora. Sem a licença, nada anda.
No dinheiro: a verba vai para a editora e cobre custos de tradução, dentro do teto que cada edital fixa. O autor recebe pela licença, nunca pelo apoio.
No tradutor: a editora escolhe e contrata quem traduz, e o contrato com essa pessoa entra na candidatura. O autor pode sugerir nomes, mas a escolha final costuma ficar com a casa que publica, porque é ela que responde pela qualidade do texto no mercado dela.
Na prova: a parcela final depende de a editora publicar o livro e enviar exemplares à fundação, o que obriga a casa estrangeira a cumprir o plano que apresentou.
No agente: quem tem agente literário ganha um intermediário que já conversa com editoras de fora. Quem não tem faz o contato direto, com a ficha do livro na mão.
Nas datas do programa:
| Biblioteca Nacional fundada | 1810 | | Programa de apoio criado | 1991 | | Lei de Direitos Autorais | 1998 | | Brasil homenageado em Frankfurt | 2013 |
No que o programa garante: que uma editora estrangeira interessada tenha onde buscar dinheiro público para traduzir o seu livro.
No que ele não garante: que alguém lá fora leia o seu título, que a candidatura seja aprovada ou que você receba um real da fundação.
A verba é da editora de fora. A porta que o autor abre é a da licença.
“Qual editora estrangeira já publica livros como o seu, e ela sabe que você existe?”
Hoje: abra o seu contrato de edição, leia 1 cláusula, a de direitos de tradução, e anote em 15 minutos quem pode assinar uma licença para outra língua: você ou a editora.
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