In partnership with

Best-Seller do Zero   Best-Seller do Zero
ED 074
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

A oficina de Assis Brasil desde 1985

Na PUCRS, o aluno entrega texto novo toda semana e escuta a turma discutir a página, sem poder se defender.

Folhas impressas com anotações a lápis sobre uma mesa comprida de aula.

Uma página nova por semana, desde 1985.

▼
 

Uma folha impressa, um lápis, uma mesa comprida cercada de cadeiras. Os três aparecem toda semana numa sala da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a PUCRS, em Porto Alegre, desde 1985.

Na cabeceira senta Luiz Antonio de Assis Brasil, romancista gaúcho nascido em 1945. Ele abriu a oficina de criação literária da universidade numa época em que escrever ficção ainda passava, no país, por dom de nascença, assunto raro em sala de aula.

A regra da sala cabe numa linha: quem se inscreve traz texto novo. Trecho antigo retocado não vale como entrega. A turma recebe as cópias, lê em casa com o lápis na mão e, no encontro, discute a página na frente de quem a escreveu.

O autor do trecho escuta. Não se defende, não conta o que quis dizer. Se a cena precisou de explicação, a cena falhou, e a turma acabou de mostrar onde.

A crítica mira o texto, nunca a pessoa. Os colegas apontam a frase em que pararam de acreditar, o diálogo que soou falso, a página em que a atenção escapou. O professor encerra a rodada com a leitura dele.

Quatro décadas depois, a oficina continua aberta e costuma ser citada como a mais antiga em atividade contínua no país. Por ela passaram autores que hoje publicam por editoras grandes e aparecem em listas de prêmios nacionais.

Para quem tenta escrever o primeiro livro sozinho, a mesa de Porto Alegre ensina menos sobre talento e mais sobre calendário. O capítulo adiado para o mês seguinte aparece na data marcada, porque há uma turma esperando por ele.

O prazo vem de fora, e o prazo de fora funciona justo onde a disciplina solitária costuma ceder: no dia em que a vontade some e a gaveta parece um bom lugar para o manuscrito.

A primeira faixa abre a sala: quem fundou a oficina, como corre cada encontro e o que o aluno leva para casa.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

Master Claude AI (Free Guide)

The professionals pulling ahead aren't working more. They're using Claude.

Our free guide will show you how to:

  • Configure Claude to be the perfect assistant

  • Master AI-powered content creation

  • Transform complex data into actionable strategies

  • Harness Claude’s full potential

Transform your workflow with AI and stay ahead of the curve with this comprehensive guide to using Claude at work.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  A DOSE

A sala de Porto Alegre

Luiz Antonio de Assis Brasil fundou a Oficina de Criação Literária da PUCRS em 1985 e a conduz desde então. Quando começou a dar aula, já tinha romances publicados, entre eles Um Quarto de Légua em Quadro, de 1976, e Manhã Transfigurada, de 1982.

A ficção dele volta sempre ao Rio Grande do Sul de séculos passados: colonos açorianos, estancieiros, a Revolução Farroupilha. São livros de pesquisa demorada, escritos com paciência de arquivo, e a oficina herdou a mesma paciência.

A turma é pequena de propósito. Com gente demais, a rodada vira palestra, e o texto de cada aluno leva semanas para voltar à mesa. Com poucos, cada um entrega, lê e é lido em ritmo constante.

A inscrição costuma pedir uma amostra de texto. A seleção não procura gênio pronto: procura alguém capaz de produzir página nova em ritmo semanal e de aguentar leitura franca sobre ela, duas condições sem as quais a mesa não anda.

Como corre a rodada

O aluno manda o texto com antecedência. Os colegas leem em casa, anotam na margem e chegam ao encontro com a opinião formada, sem precisar improvisar.

Na sala, cada leitor diz onde a página funcionou e onde perdeu força. O autor fica calado durante a rodada inteira e só fala quando todos terminaram, em geral para perguntar, raramente para justificar.

O silêncio faz parte do método. Quem escreve não vai estar ao lado do leitor na livraria para contar a intenção da cena. Na oficina, o aluno ensaia a única situação real do livro publicado: a página sozinha diante de quem lê.

O capítulo existe porque a turma marcou a data.

A oficina também ensina pela leitura. Os alunos estudam contos e romances consagrados para ver como cada autor resolve ponto de vista (quem enxerga e conta a cena), passagem do tempo e diálogo.

A teoria entra a serviço da página da semana. Uma aula sobre ponto de vista vale pouco se o aluno não volta para casa com um trecho próprio a reescrever sob aquela lente.

Em 2019, Assis Brasil reuniu o que ensina em sala no livro Escrever Ficção: um manual de criação literária, publicado pela Companhia das Letras. O manual organiza em capítulos o que a mesa de Porto Alegre pratica há décadas: personagem, enredo, narrador, cena.

 
 

II  NA PÁGINA

O capítulo com data marcada

Na oficina da PUCRS, a entrega semanal muda o tamanho da ambição de cada sessão de escrita. Ninguém termina um romance em sete dias. Termina uma cena que se aguenta sozinha diante de leitores atentos.

Escritor sem prazo tende a reescrever a primeira página dezenas de vezes e nunca chegar à décima. O manuscrito fica perfeito no começo e inexistente no meio.

O prazo de fora corta a revisão sem fim. A página segue imperfeita, e a imperfeição vira matéria da discussão, não motivo de vergonha guardada na gaveta.

Há um ganho menos óbvio. Escrever sabendo que haverá leitores na semana seguinte muda as escolhas na própria frase: o autor corta a digressão que só ele acharia graça, porque sabe onde a turma vai bocejar.

O prazo curto ainda treina o corte. Com poucos dias para entregar, o aluno aprende a começar a cena perto do conflito, sem três parágrafos de paisagem antes de alguém querer alguma coisa, e leva o hábito para o manuscrito inteiro.

O que a turma enxerga

Os colegas notam o que o autor, de tão perto, deixa passar: a frase longa onde a ação pede pressa, o personagem sem desejo claro, o diálogo expositivo (a fala que serve para informar o leitor e não o outro personagem).

Um leitor estranhando uma linha pode ser gosto. Três leitores parando no mesmo parágrafo apontam um problema no texto, e a oficina ensina o aluno a separar um caso do outro.

Ray Bradbury, autor de Fahrenheit 451, passou anos escrevendo um conto por semana e defendeu o volume como caminho para a qualidade:

“A quantidade dá experiência. Só da experiência pode vir a qualidade.”

Ray Bradbury, O Zen e a Arte da Escrita, 1990

A sala de Assis Brasil aplica a aposta de Bradbury com uma camada a mais. A experiência acumulada chega comentada, toda semana, por gente que leu a página com atenção e sem obrigação de agradar.

Receber crítica também se aprende. O aluno anota tudo, não discute na hora e decide sozinho, depois, o que muda. Algumas observações viram reescrita, outras ficam de lado, e o critério para escolher amadurece entrega após entrega.

Na página, o efeito aparece em camadas. A cena discutida em março volta reescrita em abril, mais curta, com o conflito mais à vista, e o aluno passa a reconhecer sozinho os vícios que a turma apontava.

 

Quem banca a edição de hoje

Which GTM Work Should Agents Own?

Automating at random isn’t a system. Deciding what agents own and what people own is.

On October 28, HubSpot and Dust run Build, Buy, or Hire? live. You’ll leave knowing what to hand to agents, and with the workflows to prove it:

A framework for where a human stays in the loop
A post-call automation that updates your CRM for you
A Slack view of who owns each account and what happens next

Live at 11am EDT / 8am PDT

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O MERCADO

Os livros saídos da mesa

A oficina da PUCRS formou, em quatro décadas, uma geração de escritores com livros em editoras grandes. Entre os ex-alunos estão Cíntia Moscovich e Amilcar Bettega, autores premiados que começaram a publicar depois de passar pela mesa de Porto Alegre.

O trabalho ganhou desdobramento acadêmico. A PUCRS abriu mestrado e doutorado com área de Escrita Criativa no programa de pós-graduação em Letras, um dos primeiros do país, em que o romance do aluno conta como parte da pesquisa.

Hoje o mercado de oficinas literárias cresceu e vende de tudo: curso gravado, mentoria individual, turma online com dezenas de inscritos. Muitos prometem método; poucos garantem a peça central da sala gaúcha, a entrega com data e leitores à espera.

Para avaliar uma oficina antes de pagar, olhe três itens: se há prazo fixo para texto novo, quantos colegas leem cada entrega e quanto tempo de aula vai para a sua página, não para a palestra do professor.

Prazo de fora e leitores reais valem mais do que qualquer apostila.

Também dá para montar a própria mesa sem gastar nada. A versão caseira perde o olhar de um professor experiente, mas preserva o mecanismo que faz o capítulo nascer: alguém esperando a página num dia combinado.

A conta do calendário ajuda a enxergar o ganho. Três páginas por semana, entregues sem falha, somam perto de 150 páginas em doze meses, o miolo de um primeiro romance. Sem data marcada, o mesmo manuscrito costuma parar no segundo capítulo e esperar uma inspiração que raramente aparece sozinha.

Para montar a sua, siga quatro passos:

1. Junte 2 leitores que leiam ficção do seu gênero e topem entregar também.

2. Combine dia e hora fixos para a entrega, toda semana, sem exceção.

3. Entregue texto novo, de 3 a 5 páginas, nunca a revisão do trecho anterior.

4. Escute os comentários sem responder, anote tudo e decida as mudanças só no dia seguinte.

O grupo pequeno funciona por constância. Quem falta à entrega sente o peso de deixar os outros sem leitura, e a pressão gentil dos colegas sustenta o hábito nas semanas em que a vontade some.

Hoje: mande mensagem para 2 pessoas, até as 21h, e marque a primeira entrega de 3 páginas para daqui a sete dias. Antes da cátedra, Assis Brasil dividia o tempo entre a literatura e a música.

Fica a pergunta  ·  até amanhã

Que instrumento Assis Brasil tocava na Orquestra Sinfônica de Porto Alegre antes de abrir a oficina?

★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

Abrir o selado →
 
 
Quiz da edição

Em que ano Assis Brasil abriu a oficina de criação literária na PUCRS?

A1976
B1982
C1985
D1990

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

📕📕📕📕📕  ótima 📕📕📕📕  boa 📕📕📕  ok 📕📕  ruim 📕  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 20/10, 15h30

A A Comédia em toscano →
B Brás Cubas na Revista Brasileira →
C As cadernetas de Guimarães Rosa →
D O Último Homem na Europa →
 
Recomendação de Newsletter
Mitologia do Dia

Mitologia do Dia

Todo dia, 12:12. Um mito grego virado do avesso: o padrão que ele descreve, e onde ele aparece em você.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
 
 

Vá escrever.

Best-Seller do Zero

BEST-SELLER DO ZERO

Seu livro, uma página por dia

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter